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Saydeira
no Tunel do Tempo |
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Seal
faz dois shows extras em São Paulo |
Depois de passar por quatro cidades brasileiras - Rio de Janeiro (29 março, na HSBC Arena), Curitiba (1º de abril, no Teatro Positivo) e Porto Alegre (3 de abril, no Pepsi on Stage), além de São Paulo, na última quarta (26) - o cantor britânico Seal retorna à capital paulista para duas apresentações extras, dias 7 e 8 de abril. O autor do hit “Crazy” sobe novamente ao palco do HSBC Brasil às 21h30. Os ingressos custam entre R$ 200 (pista) e R$ 400 (camarote). |
Saydeira
Música, Arte
e Informação
saydeira@saydeira.com
Rio de Janeiro - Brasil - 2005
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Bad
Brains e NY Dolls, lendas do punk e do Ska, tocaram no Abril Pro Rock |
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O Abril Pro Rock 2008 iniciou uma nova fase. Para celebrar este momento, programou mudança no lugar onde sempre aconteceu - o Centro de Convenções - para o Chevrolet Hall; com uma aposta ainda maior em atrações internacionais e renovação da cena independente nacional. A programação incluiu as atrações internacionais The Datsuns, New York Dolls e a lendária precursora do punk rock e do ska, Bad Brains. Também teve no palco Lobão, Céu, Júpiter Maçã, Wander Wildner, Zumbis do Espaço, Mukeka di Rato e novidades do cenário independente nacional, reforçando o mote da Associação Brasileira dos Festivais Independentes (Abrafin), de que a nova música brasileira surge nesses palcos. Rockassetes (SE), Violins (GO), Pata de Elefante (RS), The Sinks (RN) e Barbiekill (RN) são apenas alguns dos estreantes em eventos desse porte em Pernambuco. |
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Além
disso, as lendas do Heavy Metal, que chegaram pela primeira vez ao
Nordeste. Diretamente da Alemanha, Helloween e Gamma Ray trouxeram
para o Brasil a turnê “Hellish Rock”, já
famosa por encerrar sempre com as duas bandas juntas no palco, tocando
clássicos do Helloween.
Entre as novidades desse ano, o festival aproveitou os visitantes
para promover também um ciclo de palestras. Encontros didáticos,
direcionado para bandas locais, que explicaram questões como
produção de bandas, turnês, festivais e articulação
online. Período:
11, 12 e 27 de abril de 2008 Veja o Site Oficial: www.abrilprorock.com.br/2008 |
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Abril
Pro Rock 2008 termina com quase dez horas de música |
| O Abril Pro Rock, maior festival de música independente do Brasil, terminou no sábado, com quase dez horas de música. Depois da noite de heavy metal, punk e hardcore pesado na sexta-feira, a maratona de sábado levou ao evento em Recife instrumentistas de muito valor, novas bandas de rock e cantores conhecidos. Faltou um show inesquecível, mas sobraram performances no mínimo convincentes. A paulista Céu comoveu a platéia com voz doce e, mesmo exibindo barrigão de grávida, muito gingado nos pés. O punkeiro brega gaúcho Vander Wildner deu toques de frevo a algumas de suas canções. E o veterano Lobão, mesmo sendo o último a subir no palco, após 14 shows, contou com o maior público do evento. Entre as novidades de ontem, palmas para alguns grupos e aplausos de pé para o talentoso e carismático pianista Vitor Araújo, que une elementos do pop a música erudita. |
Com o indie rock em pleno babyboom, não falta banda nova por aí. Mas você tem que separar o joio do trigo e, ainda bem, sábado teve mais altos do que baixos. O Sweet Fanny Adams, de Recife, foi a terceira atração do dia. Os gritos estridentes das duas guitarras são o fio condutor do quarteto. Os caras cantam em inglês, algo que muita gente critica, mas se justificam fazendo um som totalmente influenciado por gringos como Gang of Four, TV on the Radio e Klaxons. As músicas são dançantes e empolgaram o público ainda pequeno no Chevrolet Hall. Logo
em seguida veio o Barbiekill, de Natal (RN). Seguidores da onda new
rave, o grupo parece o fruto de uma noite de amor entre os paulistas
do Cansei de Ser Sexy e os paranaenses do Bonde do Rolê. São
entusiasmados, mas falta identidade própria. |
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Duas bandas do Rio Grande do Sul deixaram boa impressão. O Superguidis, que vem despontando no cenário indie nacional, mostrou um rock calcado em bandas dos anos 90, como o Pavement e o Weezer, mas com linhas dançantes do novo rock do século 21. Bacana. Já o Pata de Elefante é uma viagem totalmente instrumental. O trio é bastante influenciado pelas guitarras de Jimi Hendrix e de outros monstros dos anos 60 e 70. Outro que agradou muito foi o Autoramas, do Rio, já com longa estrada na cena independente e ótima base de fãs em Recife. O trio de Gabriel Tomaz fez um show sólido, bom de se ver. A atração mais inusitada foi Vitor Araújo. O rock dominava a noite e teve gente estranhando quando o piano de cauda foi posto num dos palcos. Mas o pernabucano de 18 anos não é mais um desconhecido em Recife e, anunciado seu show, muitos se espremeram para vê-lo. São brilhantes as suas releituras de mestres como Heitor Villa-Lobos e Chico Buarque, sempre recheadas de citações a Chopin, Bethoven e outros grandes compositores. Mas a favorita de todos é a sua versão de "Paranoid Android", do Radiohead. Além de talentoso, o moleque é muito carismático. Pisa nas teclas do piano, faz caras, bocas e gestos durante o show. E conversa com o público. Foi um dos melhores momentos do festival, sem dúvida. |
O gaúcho Wander Wildner foi um dos que mais arrancou gritos da platéia. O cantor mais brega da cena independente sempre foi querido dos pernambucanos, mas ontem ele caprichou. Foi ao palco acompanhado de instrumentos de sopro e deu temperos de frevo a "Bebendo vinho" e "Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro", duas de suas mais conhecidas "baladas sangrentas". Céu mostrou que a gravidez já avançada não tirou um pingo de sua malemolência, dançando com o charme de sempre enquanto cantava sucessos como "Vinheta quebrante" e "Ave cruz". Já
o cantor Lobão subiu no palco principal às quase 3h.
Antes disso, boa parte do público passou horas sentada no chão,
afastada dos shows, poupando energias para ver uma das figuras mais
polêmicas da música nacional. E o homem fez por onde,
enfileirando clássicos como "Essa noite não",
"Me chama" e "Vida louca vida", sempre demonstrando
a espontaneidade e a energia conhecidas de suas apresentações.
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